Já me desgastaste o ser e roubaste sentido às palavras. Tornar-se-ia cansativo, continuar a repetir como me fizeste bem ao fazer-me tanto mal. Repetir-te como gosto muito de ti, mas agora um bocadinho mais. É o que acontece quando o amor se vai: intensifica-se o gosto. E o amor foi-se, sem que nós tivéssemos oportunidade de ripá-lo ou tingi-lo. Foi-se sem que eu lhe pudesse sentir o perfume. Agora vou esperar pela altura em que tudo o que fomos não passará de uma memória turva, e aí seremos unha com carne. Amigos de coração, aceitas?

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